domingo, 28 de junho de 2015

O silêncio do progresso




Guarde para si.
No seu maior e melhor silêncio.
Como os que não têm opção de contar: Que perderam por medo, ou votaram no silêncio.
Pois as palavras mal seduzem. ((Ou seduzem mal.))




Somos ricos em açúcar, mas pobres de espírito, pois esbanjamos até sermos considerados reis. ((Ou abrirmos falência.))
Então guarde todas elas, garoto. Ou pelo menos, a maioria. Aquela mesma maioria que vence sem lutar. Que perde em nunca perder.
Não gaste tudo em discursos doces para plateias enjoadas. Não sem medi-las, ou pesá-las. Elas têm vontade própria, e mesmo sendo tão orgulhosas, elas fluirão, acredite.
Faça tudo isso, e se for atento, poderá notar uma fração da grandeza.
Faça isso tudo, e talvez, poderá ter o entendimento dos mudos.
Pois os mudos não são incapazes. São apenas econômicos.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

A máquina que constrói à mão

Meu trabalho é imitar o que fiz no instante passado, de forma específica e sequencial, em prol da linha de produção.
Matemática. Pura e simples.

Eu podendo me congelar ou derreter... o faria. Mas meu enrijecer e amolecer pertencem a Fahrenheit; e no momento, não tenho suficiência nem para um, nem para outro. 
Dependência. Simples de pura.

Me destinam à chaves de fenda; correntes elétricas e eixos giratórios que me dão 180º, mas não me permitem avistar os palavrões necessários para que reparem que sou um erro! Um erro com braços em aço cirúrgico. Um erro com precisão microscopia. Um erro rápido e incansável. Mas um erro. Em prol da linha de produção.


















Há um momento, no qual, a alma é à vapor.
Nessa hora, ela tem água quente necessária para viver a qualquer altura;
Ser a mais alta alteza;
E enxergar a existência, por cima.