Meu trabalho é imitar o que fiz no instante passado, de forma específica e sequencial, em prol da linha de produção.
Matemática. Pura e simples.
Eu podendo me congelar ou derreter... o faria. Mas meu enrijecer e amolecer pertencem a Fahrenheit; e no momento, não tenho suficiência nem para um, nem para outro.
Dependência. Simples de pura.
Me destinam à chaves de fenda; correntes elétricas e eixos giratórios que me dão 180º, mas não me permitem avistar os palavrões necessários para que reparem que sou um erro! Um erro com braços em aço cirúrgico. Um erro com precisão microscopia. Um erro rápido e incansável. Mas um erro. Em prol da linha de produção.
Há um momento, no qual, a alma é à vapor.
Nessa hora, ela tem água quente necessária para viver a qualquer altura;
Ser a mais alta alteza;
E enxergar a existência, por cima.
Dizem as boas lendas que antes que o silêncio existisse todas as pessoas se uniram para pronunciar uma única palavra. Acredito que você é uma das poucas pessoas que procuram o gene gramatical que lhe diga qual palavra abriga todas as outras.
ResponderExcluirQual será a mãe de todas as palavras? Talvez nem elas saibam. Talvez tenham vivido a vida inteira em um orfanato, procurando alguém que lhes queiram, mesmo sem serem bebês.
ResponderExcluirTalvez as palavras que morrem pelo julgo de um perfeccionista, encontram-se no som que antecipa o silêncio.
ResponderExcluirNo último suspiro daquele que levou grande parte da vida acordada, garimpando entre as 26 letras.
ResponderExcluirA poetização da condição mecanicista do homem perante a realidade,proveniente de seu potencial não biológico adquirido pela natureza,fadado as leis da probabilidade matemática do nascimento até o fim da vida,quiçá a soberania da psique perante o soma de uma longa jornada existencial.
ExcluirÓtimo texto e bem reflexivo,meus parabéns Lucas!