Guarde para si.
No seu maior e melhor silêncio.
Como os que não têm opção de contar: Que perderam por medo, ou votaram no silêncio.
Pois as palavras mal seduzem. ((Ou seduzem mal.))
Somos ricos em açúcar, mas pobres de espírito, pois esbanjamos até sermos considerados reis. ((Ou abrirmos falência.))
Então guarde todas elas, garoto. Ou pelo menos, a maioria. Aquela mesma maioria que vence sem lutar. Que perde em nunca perder.
Não gaste tudo em discursos doces para plateias enjoadas. Não sem medi-las, ou pesá-las. Elas têm vontade própria, e mesmo sendo tão orgulhosas, elas fluirão, acredite.
Faça tudo isso, e se for atento, poderá notar uma fração da grandeza.
Faça isso tudo, e talvez, poderá ter o entendimento dos mudos.
Pois os mudos não são incapazes. São apenas econômicos.
Então guarde todas elas, garoto. Ou pelo menos, a maioria. Aquela mesma maioria que vence sem lutar. Que perde em nunca perder.
Não gaste tudo em discursos doces para plateias enjoadas. Não sem medi-las, ou pesá-las. Elas têm vontade própria, e mesmo sendo tão orgulhosas, elas fluirão, acredite.
Faça tudo isso, e se for atento, poderá notar uma fração da grandeza.
Faça isso tudo, e talvez, poderá ter o entendimento dos mudos.
Pois os mudos não são incapazes. São apenas econômicos.
Bacana.
ResponderExcluirInterpretei como uma crítica à futilidade que impregna a sociedade. Sociedade essa que muito fala e pouco faz, muito finge e pouco é. Sábios são aqueles que sabem fazer o uso correto das palavras nas horas adequadas, não para contar vantagem diante dos demais, mas sim para firmar-se como um ser que de fato pensa naquilo que vive e não fantasia uma vida inventada.
Calar as vezes requer mais força que falar. Porquê certas palavras têm um poder tão intenso, que contê-las já exige muito de quem o faz. O que faz desses mudos não só econômicos, como fortes.
ExcluirQuero calar. Falar é tolice, você já o disse.
ResponderExcluir